Albert Einstein e a ciência de conta-gotas

É… o Albert Einstein sofreu depois que se formou na universidade. Ele queria porque queria seguir carreira acadêmica, mas o universo conspirou contra. Ninguém o queria como assistente… pode? Acabou conseguindo publicar um paper de forma independente num respeitado periódico da época, mas de zero contribuição para o legado da Física. Arrumou então o que muitos hoje procuram: a estabilidade de um emprego público. Virou parecerista júnior de patentes do governo Suíço. Ganhava mais do que um professor assistente em início de carreira, mas não estava nos entremeios acadêmicos. E pode ter sido justamente isso que nos brindou com sua genialidade… e me pergunto se algo parecido seria possível nos dias de hoje. Continue…

Satélite brasileiro CBERS-3: nem tão fracassado assim

CBERS-3

O satélite CBERS-3 ia nos ajudar, dentre outras coisas, a monitorar a Amazônia de forma autônoma


Então, tá todo mundo zoando de montão o fracasso do lançamento do satélite brasileiro, o CBERS. Esse satélite ia ajudar pra caramba a monitorar a região amazônica. Hoje, dependemos da boa vontade dos EUA para fazer isso. Pode? Estão dizendo que “made in china” dá nisso, que investimos mal em um produto “ching ling”, que o Brasil deveria firmar parcerias com países mais consagrados na corrida espacial etc etc. Erm… mais ou menos. Duas coisas. Continue…

Planetas alienígenas: Nasa explica, em três minutos, como encontrá-los

Por enquanto, a exploração da Via Láctea é feita a partir da Terra, com poderosos telescópios, ou com poderosas sondas lançadas ao espaço

Por enquanto, a exploração da Via Láctea é feita a partir da Terra, com poderosos telescópios, ou com poderosas sondas lançadas ao espaço


Há mundos alienígenas. Eles estão por toda a parte e em diferentes sabores. Foi em 1995 que astrônomos confirmaram a existência de um corpo extrassolar que orbitava outro. Um charmoso planetinha que girava em torno de uma estrela parecida com a nossa. A partir daí, os instrumentos foram ficando cada vez mais sensíveis. Outros mundos foram encontrados aos montes orbitando todo tipo de coisa, até quasares.
Avistar planetas fora do Sistema Solar — e até fora da Via Láctea — não é tarefa fácil, mas o conceito é bastante simples. Há, basicamente, duas formas de confirmar que eles existem, a técnica de trânsito e a técnica de velocidade radial. Bem, ao menos três, mas essa última, chamada de lente gravitacional, depende de condições mais específicas.
Muitos exoplanetas orbitam não uma, mas duas estrelas

Muitos exoplanetas orbitam não uma, mas duas estrelas


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Wikipédia, inteira, na sua carteira

Não foi o assunto mais comentado do dia, mas com certeza é um dos mais significativos dos últimos anos. Um aplicativo de código livre, chamado Xowa, instala na sua máquina todo o conteúdo da Wikipédia em inglês (e em outras línguas também, se quiser!) — quase quatro milhões e meio de artigos (a lusófona tem pouco mais de 800.000). O que mais chama atenção é que todo esse conteúdo — que vai desde as mais diversas linhas de pensamento filosófico, até perfis de grandes personalidades deste ou daquele tempo, passando por definição de doenças, descrição de plantas, e narrativas de catástrofes e tragédias recentes ou não — cabe em um cartão SD de 128GB, o mesmo que se usa em câmeras fotográficas e aparelhos do tipo (curiosidade: a Wikipédia lusófona ocuparia 7GB).

cartão SD

Todo o conteúdo publicado na Wikipédia em inglês cabe nesse pedacinho de plástico — muito mais que a Bíblia, como mostra a imagem


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Intensivão sobre a China, física com culinária e o funcionamento da medicina

Uma das maiores vantagens de saber conversar com um computador é colocá-lo para realizar tarefas imensamente tediosas. Outro dia precisei fazer a análise de um sem número de matérias publicadas na internet. Eu precisava buscar um termo no Google, clicar no link, copiar o endereço, a data, o título da matéria, lê-la e aplicá-la uma nota baseada em alguns parâmetros — preencher isso tudo em uma tabela. Fazer isso com três ou quatro, vá lá, mas com mais de duas mil matérias tomaria um tempo que ninguém tem. Há um ano, eu teria que abrir mão dessa análise simplesmente por não saber como dizer para o computador que ele, e não eu, deveria realizar essas tarefas. Tirando a parte de ler a matéria e aplicar uma nota, o restante ele faria em alguns minutos. Mas por que estou falando disso? Continue…

USP lança primeiro "massive online open course" da América Latina

No dia 12 de junho, a Universidade de São Paulo, junto com o Veduca, lança o primeiro MOOC (Massive Online Open Course) da América Latina… assinado por uma universidade pública. A bem da verdade vários MOOCs já rolaram por aqui, um exemplo é o curso de jornalismo de dados do Knight Center for Journalists da América Latina. Existem outros que poderiam se encaixar na descrição de “Curso Massivo Aberto e Online”, mas normalmente a sigla está atrelada a instituições de ensino superior, há emissão de certificado de honra, são gratuitos, estruturados, têm acompanhamento em tempo real e início, meio e fim. Enfim, existem “turmas”.
Os cursos oferecidos pela USP serão Física Mecânica Básica e Probabilidade e Estatística. Com isso, a USP entra para a lista de universidades ao redor do mundo que estão apostando no experimento de ensinar milhares de alunos ao mesmo tempo. Há um ano, por exemplo, Harvard e MIT fundaram o edX. Desde então, várias outras se uniram à plataforma. Outros bons exemplo são o Coursera e o Udacity, ambos encubados em Stanford. Todos, contudo, oferecem cursos em inglês.
Não será a mesma coisa do que estudar na USP, como não é estudar no MIT quem fez um curso do eDX. Mas se a instituição seguir o exemplo lá de fora, a experiência será de altíssima qualidade.

Leonard Mlodinow, físico, escritor e sobrevivente do 11 de setembro

A queda do World Trade Center no dia 11 de setembro de 2001 completa 10 anos. Uma marca permanente na história, principalmente para aqueles que sobreviveram para contar o que aconteceu. No terraço de um luxuoso hotel na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, o físico americano Leonard Mlodinow observava o pôr do Sol que desenhava a paisagem urbana da cidade carioca. Não só ele, vários outros turistas estrangeiros faziam o mesmo em uma piscina a poucos metros de onde o escritor conversou comigo, durante a tarde de quinta-feira.
Ao longe, um avião passava silencioso. Interrompendo bruscamente uma resposta que dava, o escritor questionou, apreensivo: “Está vendo aquele avião? Ele não estaria muito inclinado?”. O que há poucos instantes era um momento relaxante se transformou em uma repentina explosão de lembranças do 11 de setembro. Um único avião, a milhares de metros de distância, um minúsculo detalhe no céu, foi capaz de tirar a concentração do físico e trazer o atentado terrorista à tona. Continue…

Lista de termos estatísticos usados em pesquisas (parte 2)

Esse post finaliza a lista de ontem sobre os termos estatísticos que jornalistas deveriam saber. O post original foi publicado pelo blog Journalist’s Resource e recomendado pelo José Roberto de Toledo. Em frente: Continue…

Lista de termos estatísticos usados em pesquisas (parte 1)

O blog Journalist’s Resource (de Harvard) publicou recentemente termos de estatística usados em pesquisas, uma espécie de cartilha para jornalistas. Quem precisa escrever reportagens baseadas em estudos que apresentam números, dados e planilhas, normalmente encontra também uma avalanche de termos como “inferência estatística”, “viés de seleção” e “margem de erro”. O significado de alguns deles podem ser facilmente deduzidos, mas realmente sabemos o que eles significam? Se você não tem certeza, prossiga.
Sabemos que um curso de estatística é algo valioso, mas é algo que raramente está no topo das nossas prioridades. Contudo, é vital que tenhamos conhecimento além dos resumos dessas pesquisas. Temos que entender os métodos e conceitos que formam a base fundamental dos estudos acadêmicos para podermos julgar com o melhor de nossa capacidade os méritos daquilo que servirá de pilar para nossas reportagens. Não foi à toa que José Roberto de Toledo, um dos precursores e guru de RAC (Reportagem com Auxílio de Computador) no Brasil, sugeriu a leitura, tradução e arquivamento da cartilha. Pois bem, aqui vai uma mãozinha.
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Fringe: música da abertura em violão [vídeo]

Fringe é uma serie de ficção científica que começou muito bem e foi caindo de qualidade, mas vale a pena assistir. Se você ainda não viu, considere. Esse post é pra falar de uma mania que compartilho com milhares de entusiastas musicais: tirar músicas inusitadas. Nesse caso, foi a música da abertura da série.
Qualquer um que começa a aprender a tocar violão, antes de aprender Stairway to Heaven ou Come as You Are, aprende umas coisas bizarras tipo toque da “chamada a cobrar” ou a “vinheta do plantão da Globo”. São toques simples que ajudam a te manter empolgado.
Com o tempo essa mania de aprender coisas estranhas vai crescendo e você vai tirando músicas mais complexas, tipo o tema de Super Mario Bros ou a música tema de um seriado interessante. Fringe, por exemplo, tem um tema de abertura muito bonito, composto pelo próprio J. J. Abrams, criador da série.
Gosto tanto dessa música que a tirei no violão, adicionei algumas trilhas e gravei um vídeo bem canastrão. Olha só: Continue…