5 milhões de senhas do Gmail vazaram. Saiba o que fazer

5 milhões de senhas do Gmail vazaram. Mesmo que a sua não tenha sido comprometida, você pode aumentar a segurança da sua conta

Mesmo que a sua não tenha sido comprometida, você pode aumentar a segurança da sua conta

Quase 5 milhões de senhas de usuários do gmail foram publicadas em um fórum russo nesta terça. De acordo com representantes do Google, procurado por publicações que veicularam a notícia nesta quarta, muitas dessas contas estão desativadas ou as senhas foram trocadas. Disseram ainda que as senhas não foram coletadas comprometendo os servidores da empresa, mas por meio de estratégias de phishing e adivinhação. No entanto, o usuário que vazou as informações, chamado tvskit, disse que 60% das senhas ainda funcionam.

Usuário que vazou informações também postou uma imagem mostrando o conteúdo do arquivo que tem as senhas

Usuário que vazou informações também postou uma imagem mostrando o conteúdo do arquivo que tem as senhas

A primeira coisa que você deve fazer é ativar a autenticação em dois passos, independente se sua senha vazou ou não. Funciona bem parecido com a autenticação de bancos, em que você entra com a senha e um número adicional, gerado por um aplicativo ou recebido via SMS. Ou seja, mesmo que sua senha fique comprometida, só será possível acessar sua conta de posse desse número, que além de ser diferente para cada vez que é feito o login, só é acessível num dispositivo próximo e autorizado por você.
O Google oferece um aplicativo chamado Google Authenticator (é o que eu uso – Android, iOS, Windows Phone, BlackBerry), que gera chaves aleatórias para quando você precisar acessar suas contas. É melhor que o SMS, pois às vezes você precisa acessar sua conta de um lugar onde a recepção não é boa (pense num laboratório de informática de um prédio bem fechado). Contudo, receber o número pelo SMS é mais simples, pois não envolve instalação ou abertura de qualquer aplicativo.
A segunda coisa é verificar se a sua senha foi comprometida. Há uma ferramenta que verifica em diversas bases de senhas que já vazaram se o seu email está lá. Basta acessar aqui e digitar seu endereço (tentei, mas parece que o servidor está sobrecarregado no momento). Se a sua senha tiver sido comprometida, troque imediatamente!
E a última coisa a ser feita avaliar a possibilidade de utilizar formas mais seguras de armazenar suas senhas. Existem diversas soluções por aí, das mais simples às mais complexas. A mais simples seria ativar um lembrete no calendário para trocar sua senha de três em três meses. Tente senhas não óbvias, que incluam letras minúsculas, maiúsculas, números e caracteres especiais. Desse modo fica mais difícil adivinhá-la e a troca frequente garante que, mesmo que sua senha vaze em algum momento, você já vai ter trocado para outra depois de um tempo.

Albert Einstein e a ciência de conta-gotas

É… o Albert Einstein sofreu depois que se formou na universidade. Ele queria porque queria seguir carreira acadêmica, mas o universo conspirou contra. Ninguém o queria como assistente… pode? Acabou conseguindo publicar um paper de forma independente num respeitado periódico da época, mas de zero contribuição para o legado da Física. Arrumou então o que muitos hoje procuram: a estabilidade de um emprego público. Virou parecerista júnior de patentes do governo Suíço. Ganhava mais do que um professor assistente em início de carreira, mas não estava nos entremeios acadêmicos. E pode ter sido justamente isso que nos brindou com sua genialidade… e me pergunto se algo parecido seria possível nos dias de hoje. Continue…

2014: O ano em que você vai levar um furo de um jorna-nerd

Em 2014, você vai levar furo de um repórter que sabe programar. Sim, você mesmo. Não o repórter na baia ao lado. Não aquele colega de faculdade. Você.

“Posso dizer então que isso que você falou seria…”


Claro, repórteres não precisam programar. Mas há muitas coisas que repórteres não precisam saber como fazer. Eles também não precisam saber escrever — muitos “artistas do furo” mal conseguem escrever seus nomes e seus textos são reescritos por santos editores. Vários que sabem escrever muito bem são do tipo acanhado, não conseguem conceber como convencer estranhos a contar seus segredos. E todos conhecemos repórteres que não sabem fazer uma requisição usando a Lei de Acesso à Informação e não suportam a ideia de ler a avalanche de documentos que, com sorte, chegam com a resposta.
Você pode ser um bom jornalista sem ser capaz de fazer várias coisas. Mas cada habilidade que você não tem deixa toda uma categoria de histórias e reportagens fora do seu alcance. E histórias baseadas em dados são, normalmente, aquelas que conseguem se esconder debaixo do seu nariz. Continue…

Satélite brasileiro CBERS-3: nem tão fracassado assim

CBERS-3

O satélite CBERS-3 ia nos ajudar, dentre outras coisas, a monitorar a Amazônia de forma autônoma


Então, tá todo mundo zoando de montão o fracasso do lançamento do satélite brasileiro, o CBERS. Esse satélite ia ajudar pra caramba a monitorar a região amazônica. Hoje, dependemos da boa vontade dos EUA para fazer isso. Pode? Estão dizendo que “made in china” dá nisso, que investimos mal em um produto “ching ling”, que o Brasil deveria firmar parcerias com países mais consagrados na corrida espacial etc etc. Erm… mais ou menos. Duas coisas. Continue…

Planetas alienígenas: Nasa explica, em três minutos, como encontrá-los

Por enquanto, a exploração da Via Láctea é feita a partir da Terra, com poderosos telescópios, ou com poderosas sondas lançadas ao espaço

Por enquanto, a exploração da Via Láctea é feita a partir da Terra, com poderosos telescópios, ou com poderosas sondas lançadas ao espaço


Há mundos alienígenas. Eles estão por toda a parte e em diferentes sabores. Foi em 1995 que astrônomos confirmaram a existência de um corpo extrassolar que orbitava outro. Um charmoso planetinha que girava em torno de uma estrela parecida com a nossa. A partir daí, os instrumentos foram ficando cada vez mais sensíveis. Outros mundos foram encontrados aos montes orbitando todo tipo de coisa, até quasares.
Avistar planetas fora do Sistema Solar — e até fora da Via Láctea — não é tarefa fácil, mas o conceito é bastante simples. Há, basicamente, duas formas de confirmar que eles existem, a técnica de trânsito e a técnica de velocidade radial. Bem, ao menos três, mas essa última, chamada de lente gravitacional, depende de condições mais específicas.
Muitos exoplanetas orbitam não uma, mas duas estrelas

Muitos exoplanetas orbitam não uma, mas duas estrelas


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Wikipédia, inteira, na sua carteira

Não foi o assunto mais comentado do dia, mas com certeza é um dos mais significativos dos últimos anos. Um aplicativo de código livre, chamado Xowa, instala na sua máquina todo o conteúdo da Wikipédia em inglês (e em outras línguas também, se quiser!) — quase quatro milhões e meio de artigos (a lusófona tem pouco mais de 800.000). O que mais chama atenção é que todo esse conteúdo — que vai desde as mais diversas linhas de pensamento filosófico, até perfis de grandes personalidades deste ou daquele tempo, passando por definição de doenças, descrição de plantas, e narrativas de catástrofes e tragédias recentes ou não — cabe em um cartão SD de 128GB, o mesmo que se usa em câmeras fotográficas e aparelhos do tipo (curiosidade: a Wikipédia lusófona ocuparia 7GB).

cartão SD

Todo o conteúdo publicado na Wikipédia em inglês cabe nesse pedacinho de plástico — muito mais que a Bíblia, como mostra a imagem


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Intensivão sobre a China, física com culinária e o funcionamento da medicina

Uma das maiores vantagens de saber conversar com um computador é colocá-lo para realizar tarefas imensamente tediosas. Outro dia precisei fazer a análise de um sem número de matérias publicadas na internet. Eu precisava buscar um termo no Google, clicar no link, copiar o endereço, a data, o título da matéria, lê-la e aplicá-la uma nota baseada em alguns parâmetros — preencher isso tudo em uma tabela. Fazer isso com três ou quatro, vá lá, mas com mais de duas mil matérias tomaria um tempo que ninguém tem. Há um ano, eu teria que abrir mão dessa análise simplesmente por não saber como dizer para o computador que ele, e não eu, deveria realizar essas tarefas. Tirando a parte de ler a matéria e aplicar uma nota, o restante ele faria em alguns minutos. Mas por que estou falando disso? Continue…

Como visualizar as fotos do Instagram no navegador?

O Instagram é basicamente um twitter de fotografia que funciona apenas através de iDevices. Com ele, qualquer pessoa tira fotos bacanas. Dá pra colocar filtros bem legais para deixar as fotos com aspectos diferentes (saturação, sépia, p&b, etc) e aplicar efeitos para aumentar a nitidez em determinada região da fotografia e desfocar o resto. É um programa que deu tão certo que uma foto é enviada ao serviço a cada dois segundos, e olha que esses são dados de 2010.
Seria um serviço perfeito não fosse por duas coisas: só funciona no iOS (existem alternativas para Android e iOS!) e só é possível navegar pelas fotos dentro do aplicativo. Como o Instagram é exclusivo para usuários do iOS, seus amigos não podem ver sua coleção de fotos, a menos que você compartilhe o link de cada uma delas, separadamente. Saco, né? Bom, esse problema não existe mais. Conheça o WebStagram.
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