Intensivão sobre a China, física com culinária e o funcionamento da medicina

Uma das maiores vantagens de saber conversar com um computador é colocá-lo para realizar tarefas imensamente tediosas. Outro dia precisei fazer a análise de um sem número de matérias publicadas na internet. Eu precisava buscar um termo no Google, clicar no link, copiar o endereço, a data, o título da matéria, lê-la e aplicá-la uma nota baseada em alguns parâmetros — preencher isso tudo em uma tabela. Fazer isso com três ou quatro, vá lá, mas com mais de duas mil matérias tomaria um tempo que ninguém tem. Há um ano, eu teria que abrir mão dessa análise simplesmente por não saber como dizer para o computador que ele, e não eu, deveria realizar essas tarefas. Tirando a parte de ler a matéria e aplicar uma nota, o restante ele faria em alguns minutos. Mas por que estou falando disso?
Só consegui programar esse robô de buscas customizado porque no segundo semestre de 2012 fiz parte da primeira turma de Introdução à Programação e Ciência da Computação pela plataforma eDX, do MIT. Nem tanto pelo certificado, que acabei ganhando ao fim, mas pela altíssima qualidade do conteúdo e pelo frescor da modalidade, de se aprender algo que eu sempre quis por meio da internet com professores incríveis e me interagindo com pessoas do mundo todo. Tudo ao meu tempo, no meu ritmo, apesar dos deadlines impostos pelo programa.
Chega o segundo semestre de 2013 (outubro) e estou de olho em alguns cursos. Veja se algum te interessa:
Classical Mechanics – Cobre o básico da mecânica newtoniana, mecânica de fluidos, teoria de gases cinéticos e termodinâmica, além de explorar outros fenômenos do mundo real.

Nunca é tarde para fazer uma revisão da física do colégio, né? Não quer dizer que você vai usar isso diretamente na sua vida, mas uma compreensão um pouco melhor sobre como funciona o mundo pode nos dar insights valiosos sobre como resolver problemas que estão mais próximos. Muito útil também para quem trabalha com jornalismo de ciência.
Ciência & Culinária: Da Alta Cozinha à Ciência de Matéria Mole: Chefs de ponta e pesquisadores de Harvard exploram como a culinária do dia-a-dia e a Alta Cozinha podem iluminar princípios básicos de física e engenharia, e vice-versa.

É quase um Mundo de Beakman para adultos. Só que com pesquisadores de Harvard e chefs fodões. É um curso de introdução, não há pré-requisitos.
Fundamentos de testes clínicos: Testes clínicos têm um papel vital na medicina que se baseia em evidências. O curso vai discutir o design, a conduta, a análise e a interpretação das fases I a IV dos estudos clínicos.

Esse só parece ser bem chatão. Mas com uma hora por dia é possível aprender como é feita a seleção de participantes nos testes, os tratamentos, os procedimentos aleatórios, a determinação do tamanho da amostra, a análise de dados, a interpretação dos estudos e as questões éticas que surgem em cada uma das fases. Para um repórter de ciência ou saúde é quase que obrigatório. Mesmo para quem não trabalha com isso, nos permite entender como surgem os medicamentos e como avança um dos braços da medicina.
Por último, mas não menos importante:
China: O passado, presente e futuro de uma das nações mais antigas do mundo. Uma visão através da história, geografia, economia, ecologia, filosofia, política, literatura e arte.
Esse não tem vídeo de introdução. A ideia do pessoal de Harvard é fazer uma espécie de “antes e depois” em paralelo, traçando uma imagem mais completa da China. Com todas as polêmicas que envolvem o maior e mais velho estado burocrático do mundo, entender a China do século 21 e suas consequências no planeta significa também fazer uma viagem ao seu passado glorioso e intrigante.
E aí, qual(is) fazer?