Legalização das drogas: um ou dois argumentos que te farão refletir sobre

Drogas: problema moral ou de polícia?

Drogas: problema moral ou de polícia?


Legalizar ou não? O estado deve ser conivente com o processo de autodestruição de milhares? Ou deve simplesmente regulamentar o espaço e deixar o livre-arbítrio se manifestar? Diminuir o lucro dos traficantes? Ou combatê-los com dinheiro e armas? O usuário é criminoso por consentir com a prática ilegal e financiar o mercado clandestino?
Afinal, qual a natureza da questão sobre as drogas? Moral? Civil? Criminal?
No meio da enchurrada de posts sobre um aplicativo que é a revanche dos homens sobre o Lulu, eis que surge Claudio Angelo no feed do Facebook e compartilha um vídeo, sem qualquer mensagem. Apenas um vídeo, cujo título prometia desmistificar a chamada “Guerra às Drogas”.
No centro da imagem, Peter Christ, um capitão aposentado da polícia norteamericana. Não conheço este senhor, mas o que ele tem a dizer é bem interessante e colocado com uma clareza rara de se ver no debate da legalização das drogas.
O argumento que mais me chamou atenção foi o da moralidade. Christ constroi sua argumentação em cima do legado de Robert Peel (1788-1850), estadista britânico que ajudou a criar o conceito do policial e da força policial modernos. Segundo Peel, a polícia serve para proteger pessoas de outras que querem lhe fazer algum mal. “O problema é que quando a polícia se envolve em uma ocorrência sobre drogas, ela está tentando proteger a pessoa dela mesma”, diz Christ. “E proteger alguém de si mesmo não é papel da polícia, mas da família, da igreja, da educação e do sistema de saúde.” E arremata:
“Estamos aplicando conceitos de moralidade quando reforçamos as leis que cuidam da questão das drogas. E isso não é o trabalho da polícia. Não fomos treinados para fazer isso. Não temos capacidade para fazer isso.”
Ouch.
Há outros argumentos muito bons, confira no vídeo abaixo (apenas em inglês, sorry).