Investigando a qualidade da educação com dados públicos

Começou hoje em São Paulo o curso Investigando a qualidade da educação com dados públicos. Uma parceria da fundação lemann, da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) e o Insper. Representando diversos veículos, 30 jornalistas vão escarafunchar técnicas e práticas para melhor cobrir a pauta da educação no Brasil. Um detalhe legal: dos 25 presentes, quatro são homens.

Onde achar os dados sobre a educação no Brasil?


Serão 12 horas de curso, dividas em três manhãs. A primeira vai se dedicar ao acesso à educação e indicadores de qualidade. A segunda sobre Ideb, Enem e Pisa, e como avaliá-los por meio dos dados. A última sessão vai discutir a melhor forma de cruzar todos esses dados. Antonio Gois, jornalista do O GLOBO e vencedor do Prêmio Esso de 2012 vai contar como foram os bastidores da série vencedora.
Ao fim, os jornalistas são convidados a entregar um projeto de pauta.
 

NICAR 2013, geeks e o futuro do jornalismo

NICAR 2013
Terminou no último domingo (3) em Louisville, Kentucky, a NICAR 2013, a maior conferência de “reportagem com o auxílio do computador” (“CAR” em inglês, ou “RAC” em português) do mundo. Mais de 600 jornalistas se reuniram na terra do bourbon para trocar ideias sobre jornalismo guiado por dados, programação e melhores formas de colocar a tecnologia à serviço do jornalismo. E beber muito whisky. O Brasil teve apenas dois representantes, Roberto Rocha, jornalista digital do Montreal Gazette, e eu.
NICAR significa “National Institute for Computer Assisted Reporting”, criado no meio da década de 1990 para reunir jornalistas que estava usando o computador em investigações jornalísticas. Tem sede na Universidade de Missouri, nos EUA, e está sob a chancela do IRE, Investigative Reporters and Editors, a “ABRAJI” dos EUA.
Muitas lições aprendidas. Continue…

Data journalism: por onde começar?

David Weisz, um jornalista “novato” (em suas próprias palavras) na comunidade do NICAR (National Institute for Computer-Assisted Reporting), nos EUA, lançou a seguinte pergunta na lista de discussões:
Quais são as 5 linguagens de programação/aplicativos/habilidades essenciais para aspirantes em data journalism?
As respostas que se seguiram foram variadas, mas todas muito valiosas. Continue…

Leonard Mlodinow, físico, escritor e sobrevivente do 11 de setembro

A queda do World Trade Center no dia 11 de setembro de 2001 completa 10 anos. Uma marca permanente na história, principalmente para aqueles que sobreviveram para contar o que aconteceu. No terraço de um luxuoso hotel na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, o físico americano Leonard Mlodinow observava o pôr do Sol que desenhava a paisagem urbana da cidade carioca. Não só ele, vários outros turistas estrangeiros faziam o mesmo em uma piscina a poucos metros de onde o escritor conversou comigo, durante a tarde de quinta-feira.
Ao longe, um avião passava silencioso. Interrompendo bruscamente uma resposta que dava, o escritor questionou, apreensivo: “Está vendo aquele avião? Ele não estaria muito inclinado?”. O que há poucos instantes era um momento relaxante se transformou em uma repentina explosão de lembranças do 11 de setembro. Um único avião, a milhares de metros de distância, um minúsculo detalhe no céu, foi capaz de tirar a concentração do físico e trazer o atentado terrorista à tona. Continue…

Lista de termos estatísticos usados em pesquisas (parte 2)

Esse post finaliza a lista de ontem sobre os termos estatísticos que jornalistas deveriam saber. O post original foi publicado pelo blog Journalist’s Resource e recomendado pelo José Roberto de Toledo. Em frente: Continue…

Lista de termos estatísticos usados em pesquisas (parte 1)

O blog Journalist’s Resource (de Harvard) publicou recentemente termos de estatística usados em pesquisas, uma espécie de cartilha para jornalistas. Quem precisa escrever reportagens baseadas em estudos que apresentam números, dados e planilhas, normalmente encontra também uma avalanche de termos como “inferência estatística”, “viés de seleção” e “margem de erro”. O significado de alguns deles podem ser facilmente deduzidos, mas realmente sabemos o que eles significam? Se você não tem certeza, prossiga.
Sabemos que um curso de estatística é algo valioso, mas é algo que raramente está no topo das nossas prioridades. Contudo, é vital que tenhamos conhecimento além dos resumos dessas pesquisas. Temos que entender os métodos e conceitos que formam a base fundamental dos estudos acadêmicos para podermos julgar com o melhor de nossa capacidade os méritos daquilo que servirá de pilar para nossas reportagens. Não foi à toa que José Roberto de Toledo, um dos precursores e guru de RAC (Reportagem com Auxílio de Computador) no Brasil, sugeriu a leitura, tradução e arquivamento da cartilha. Pois bem, aqui vai uma mãozinha.
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Um gostinho da visualização de dados no Brasil: bons exemplos que devemos seguir

O blog Visualising data fez um apelo recentemente aos quatro cantos do mundo. Eles queriam ouvir histórias interessantes sobre projetos de visualização de dados acontecendo em qualquer parte do globo. A série de posts foi aberta por Alberto Cairo, diretor de infografia e multimídia da revista Época. Alberto dispensa apresentações, mas vou apresentá-lo assim mesmo.
Alberto Cairo é um profissional extremamente ativo na área de notícias interativas. É uma espécie de Aron Pilhofer da revista/site Época, apesar de ter mais destaque na área de design do que em jornalismo, como é o caso do Aron. Já foi chefe do setor de infografia do site do El Mundo, já deu aula na Universidade da Carolina do Norte (para jornalistas), já ganhou diversos prêmios internacionais com infográficos, já escreveu um livro sobre infografia na imprensa (que a propósito, está na minha cabeceira) e está escrevendo outros. As credenciais continuam, mas já deu para perceber que ele é uma autoridade para qualquer um que estude data journalism, visualização de dados e notícias interativas. Continue…

Como visualizar as fotos do Instagram no navegador?

O Instagram é basicamente um twitter de fotografia que funciona apenas através de iDevices. Com ele, qualquer pessoa tira fotos bacanas. Dá pra colocar filtros bem legais para deixar as fotos com aspectos diferentes (saturação, sépia, p&b, etc) e aplicar efeitos para aumentar a nitidez em determinada região da fotografia e desfocar o resto. É um programa que deu tão certo que uma foto é enviada ao serviço a cada dois segundos, e olha que esses são dados de 2010.
Seria um serviço perfeito não fosse por duas coisas: só funciona no iOS (existem alternativas para Android e iOS!) e só é possível navegar pelas fotos dentro do aplicativo. Como o Instagram é exclusivo para usuários do iOS, seus amigos não podem ver sua coleção de fotos, a menos que você compartilhe o link de cada uma delas, separadamente. Saco, né? Bom, esse problema não existe mais. Conheça o WebStagram.
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