Planetas alienígenas: Nasa explica, em três minutos, como encontrá-los

Por enquanto, a exploração da Via Láctea é feita a partir da Terra, com poderosos telescópios, ou com poderosas sondas lançadas ao espaço

Por enquanto, a exploração da Via Láctea é feita a partir da Terra, com poderosos telescópios, ou com poderosas sondas lançadas ao espaço


Há mundos alienígenas. Eles estão por toda a parte e em diferentes sabores. Foi em 1995 que astrônomos confirmaram a existência de um corpo extrassolar que orbitava outro. Um charmoso planetinha que girava em torno de uma estrela parecida com a nossa. A partir daí, os instrumentos foram ficando cada vez mais sensíveis. Outros mundos foram encontrados aos montes orbitando todo tipo de coisa, até quasares.
Avistar planetas fora do Sistema Solar — e até fora da Via Láctea — não é tarefa fácil, mas o conceito é bastante simples. Há, basicamente, duas formas de confirmar que eles existem, a técnica de trânsito e a técnica de velocidade radial. Bem, ao menos três, mas essa última, chamada de lente gravitacional, depende de condições mais específicas.
Muitos exoplanetas orbitam não uma, mas duas estrelas

Muitos exoplanetas orbitam não uma, mas duas estrelas


A técnica de trânsito é de facílimo entendimento. Imagine uma lâmpada cercada por mosquitinhos. Você aponta para a fonte de luz um instrumento para medir a intensidade luminosa da lâmpada.  Toda vez que um mosquitinho passar entre o instrumento e a lâmpada, a intensidade da luz vai diminuir um pouquinho. Bem pouquinho. Quase nada. Mas diminui. É assim a técnica de trânsito.
O telescópio mais famosão que se aproveita da técnica de trânsito é o Kepler, metralhadora de identificações exoplanetárias. Ele fica lááááá no espaço,  numa região onde seus olhinhos não são borrados pela atmosfera da Terra. Os sensores de luminosidade do Kepler apontam pra uma região específica do céu, lotada de estrelas distantes. Sempre que a luz dessas estrelas sofre uma alteração na luminosidade de forma periódica, quer dizer que há fortes indícios de que há um planeta passando por ali em um período previsível. Urukubakas físicas e matemáticas permitem calcular o tamanho do bicho com essa técnica, mas não sua densidade.
Muitos dos planetas já encontrados encontram-se colados em suas estrelas

Muitos dos planetas já encontrados encontram-se colados em suas estrelas


A segunda técnica é a de velocidade radial, que é um pouco menos intuitiva. Sabe aquela brincadeira de rodar, quando duas crianças seguram os braços uma da outra e vão rodopiando, rodopiando… Então, algo parecido ocorre entre uma estrela e um planetinha que orbita em volta dela. Do mesmo jeito que a estrela exerce uma força sobre o mundo que ali está, prendendo ele no campo gravitacional do astro, o planeta também exerce uma força sobre a estrela. Micronésima essa força, mas exerce. A orbe faz aquele giro largo, uma órbita de milhares e milhares de quilômetros. A estrela, por outro lado, influenciada pela força do planeta, dá uma rodopiadinha mais modesta, uma mini-órbita em volta de si, por assim dizer.
Olha a sacada dos caras. Esse vaivém da estrela faz ela ficar mais distante ou mais próxima dos telescópios aqui na Terra. Por motivos físicos que fogem do escopo desse post, quando estrela está se distanciando do telescópio terrestre, a luz que ela emite apresenta uma minúscula tendência ao lado vermelho do espectro de cores. Quando ela está se aproximando, essa tendência anã aponta para o lado violeta. Vermelho e violeta são os extremos do espectro de cores visíveis. O resto é invisível. Já ouviu falar em raios infra-vermelho e ultra-violeta? Então. A partir dessas tendências de lá e cá no espectro, é possível calcular o quanto a estrela está sendo influenciada pelo planeta e inferir a densidade dele.
Juntando a técnica de trânsito e a velocidade radial dá pra saber o diâmetro e a densidade do planeta.
Não entendeu nada? A Nasa explica (legendas em inglês):