Albert Einstein e a ciência de conta-gotas

É… o Albert Einstein sofreu depois que se formou na universidade. Ele queria porque queria seguir carreira acadêmica, mas o universo conspirou contra. Ninguém o queria como assistente… pode? Acabou conseguindo publicar um paper de forma independente num respeitado periódico da época, mas de zero contribuição para o legado da Física. Arrumou então o que muitos hoje procuram: a estabilidade de um emprego público. Virou parecerista júnior de patentes do governo Suíço. Ganhava mais do que um professor assistente em início de carreira, mas não estava nos entremeios acadêmicos. E pode ter sido justamente isso que nos brindou com sua genialidade… e me pergunto se algo parecido seria possível nos dias de hoje. Continue…

Fringe: música da abertura em violão [vídeo]

Fringe é uma serie de ficção científica que começou muito bem e foi caindo de qualidade, mas vale a pena assistir. Se você ainda não viu, considere. Esse post é pra falar de uma mania que compartilho com milhares de entusiastas musicais: tirar músicas inusitadas. Nesse caso, foi a música da abertura da série.
Qualquer um que começa a aprender a tocar violão, antes de aprender Stairway to Heaven ou Come as You Are, aprende umas coisas bizarras tipo toque da “chamada a cobrar” ou a “vinheta do plantão da Globo”. São toques simples que ajudam a te manter empolgado.
Com o tempo essa mania de aprender coisas estranhas vai crescendo e você vai tirando músicas mais complexas, tipo o tema de Super Mario Bros ou a música tema de um seriado interessante. Fringe, por exemplo, tem um tema de abertura muito bonito, composto pelo próprio J. J. Abrams, criador da série.
Gosto tanto dessa música que a tirei no violão, adicionei algumas trilhas e gravei um vídeo bem canastrão. Olha só: Continue…

Descrer de Deus e a Ciência da Moralidade

Diz um acordo velado, firmado por todos os seres humanos de bem, que não se discute política, futebol e, principalmente, religião. Para fins pacíficos, suspendo esse acordo temporariamente. Algumas pessoas podem argumentar — e com razão — que é possível conversar sobre crença religiosa em alguns momentos, nos quais algumas regras a priori são definidas, mas é só. No mais, é preciso um talento e uma articulação intelectual hercúlea para sequer iniciar um diálogo sensato sobre divergências religiosas. Para que o diálogo seja pacífico, é preciso uma boa vontade entre todas as partes envolvidas, algo raro em disputas desse tipo.
Contestar a religião no mainstream e fazer com que as pessoas te escutem sem te encher de pedradas é praticamente impossível. Primeiro porque as pedras são inerentes ao meio dominante — há sempre alguém disposto a arremessá-las. Segundo porque temos uma longa e triste herança de conflito humano motivado por ideais que tiveram sua origem nas religiões. No apagar das luzes de 2010, contudo, conversei com uma dessas pessoas que possui talento e articulação intelectual suficientes para discordar do pensamento religioso e colocar a discussão em uma escala global. E vieram as pedras. Continue…