Não se iluda, Constituinte também terá Felicianos

A cada quatro anos nós vamos às urnas votar em deputados federais e senadores. Chegamos lá, apertamos uns numerozinhos, aparece a foto do camarada, e pressionamos o verde. Quem é aquele cidadão? Um político. Ok. Mas o povo está insatisfeito, não se sente representado, e alguém resolve convocar uma constituinte exclusiva para a reforma política. Ou “propor o debate sobre a convocação de um plebiscito popular que autorize o funcionamento de um processo constituinte específico para fazer a reforma política”.
A suposição é que os constituintes não estarão contaminados pelo risco de perder o mandato e enfim poderão fazer a tão sonhada reforma que o Brasil precisa. E quem serão os constituintes? “Gente da sociedade civil”, diz a resposta mais batida. E que raios são os políticos? “Gente da sociedade militar”? Ou são empresários, médicos, professores, sindicalistas, servidores, pastores e outros cidadãos que optaram por disputar uma eleição? Continue…

Constituinte exclusiva para reforma política em um ano. Dá?

Esqueça por um momento a ojeriza que você tem em relação a políticos e concentre-se no conteúdo. O senador Cristóvam Buarque (PDT-DF) propôs a criação de uma constituinte exclusiva para uma reforma política, no prazo de um ano. Quem participar, não pode ser candidato. “Só assim os jovens que estão nas ruas se sentirão representados no governo”, disse.
Diante de todos os quero-isso-e-aquilo, uma reforma política profunda, agora, me parece o objetivo mais palpável que temos no momento. Se essa constituinte sair, essa revolução pela qual estamos passando terá um objetivo, um fim e uma cara.
Se essa revolução precisa de um objetivo, que ele seja a transformação completa da política brasileira, que há tanto tempo é objeto de nojo da nossa geração. E aí, dá?
#constituinteJá!
Edição:
Desde que a presidente anunciou que proporia um plebiscito sobre essa tal Constituinte, muito foi discutido e refletido sobre o assunto. Por favor, considerem a leitura:
Não se iluda, Constituinte também terá Felicianos
Uma reflexão sobre o plebiscito de Dilma