NICAR 2013, geeks e o futuro do jornalismo

NICAR 2013
Terminou no último domingo (3) em Louisville, Kentucky, a NICAR 2013, a maior conferência de “reportagem com o auxílio do computador” (“CAR” em inglês, ou “RAC” em português) do mundo. Mais de 600 jornalistas se reuniram na terra do bourbon para trocar ideias sobre jornalismo guiado por dados, programação e melhores formas de colocar a tecnologia à serviço do jornalismo. E beber muito whisky. O Brasil teve apenas dois representantes, Roberto Rocha, jornalista digital do Montreal Gazette, e eu.
NICAR significa “National Institute for Computer Assisted Reporting”, criado no meio da década de 1990 para reunir jornalistas que estava usando o computador em investigações jornalísticas. Tem sede na Universidade de Missouri, nos EUA, e está sob a chancela do IRE, Investigative Reporters and Editors, a “ABRAJI” dos EUA.
Muitas lições aprendidas. Continue…

"Data journalism não existe"

Ben Hammersley descreve o trabalho que faz como “rodar o mundo atrás das coisas mais legais”. O jornalista e fotógrafo de 34 anos é editor da versão inglesa da revista Wired, programador, ultramaratonista e pugilista. Também faz reportagens para a BBC, cobriu guerras e cunhou a palavra ‘podcast’. Além disso, o britânico foi escolhido para presidir a Campus Party USA, em 2012. “Será duas vezes maior que a brasileira e vamos lançar um foguete”, jura.
Hammersley foi o primeiro repórter de internet do The Times e fundou a rede de blogs do The Guardian. Fanático por mulheres de biquini, o simpático Ben esteve no Brasil para mediar o bate-papo entre Al Gore e Tim Berners-Lee durante a nossa Campus Party e para visitar algumas redações. Enquanto esteve na Editora Abril, conversamos rapidamente sobre data journalism. Falando sobre o futuro, deu um mini-curso de jornalismo. Confira na entrevista a seguir. Continue…

O que é data journalism?

Entender, explicar e divulgar “data journalism” são alguns dos objetivos principais desse blog. Nesse post de abertura da categoria vou reunir as ideias mais importantes que estão surgindo em volta desse jornalismo “guiado por dados”. A ideia é tentar apontar a direção para onde a resposta possa estar e abrir a discussão para os posts que virão. Por falta de um nome melhor, por enquanto vamos usar a expressão em inglês. Continue…