Não, meu partido não é o Brasil. Nem o seu deveria ser.

Gente, para um pouco agora. Pensa. Pensa no que está acontecendo nas ruas, pensa nas mensagens que estão sendo ditas. Pensa no sentimento que está ganhando forma. Enquanto você reflete aí, me responde: o que é uma democracia? Já volto nisso.
Passando pela Paulista hoje, o clima de carna-protesto me deixou meio tenso. Vi dezenas, senão centenas, de pessoas com cartazes exibindo diferentes mensagens. A maioria era inofensiva, da cura gay, passando pela PEC 37, até fora corruptos.
Mas tinha uma minoria de mensagens que sempre ganhava mais força nos gritos de ordem. “Ei, <partido>, vai tomar no cu.” Ou, “Ei, <partido>, vai se fuder, o nosso movimento não precisa de você.” Faixas grandes exibiam em letras garrafais “O MEU PARTIDO É O BRASIL”, ou “Eu sou apartidário”. Ou ainda coisas esdrúxulas como a hostilização dos profissionais de imprensa. As pessoas estão gritando nas ruas que não precisam dos jornalistas.
Hoje, em Brasília, pessoas tacaram fogo no Itamaraty enquanto tentavam invadir o prédio. No Rio, a população entrou em confronto direto com a polícia. Em Porto Alegre, alguns tentavam saquear o centro. Em Ribeirão Preto uma família acabou de perder seu filho, morto atropelado durante a manifestação.
Não gente. Assim não. Continue…