Albert Einstein e a ciência de conta-gotas

É… o Albert Einstein sofreu depois que se formou na universidade. Ele queria porque queria seguir carreira acadêmica, mas o universo conspirou contra. Ninguém o queria como assistente… pode? Acabou conseguindo publicar um paper de forma independente num respeitado periódico da época, mas de zero contribuição para o legado da Física. Arrumou então o que muitos hoje procuram: a estabilidade de um emprego público. Virou parecerista júnior de patentes do governo Suíço. Ganhava mais do que um professor assistente em início de carreira, mas não estava nos entremeios acadêmicos. E pode ter sido justamente isso que nos brindou com sua genialidade… e me pergunto se algo parecido seria possível nos dias de hoje. Continue…

Intensivão sobre a China, física com culinária e o funcionamento da medicina

Uma das maiores vantagens de saber conversar com um computador é colocá-lo para realizar tarefas imensamente tediosas. Outro dia precisei fazer a análise de um sem número de matérias publicadas na internet. Eu precisava buscar um termo no Google, clicar no link, copiar o endereço, a data, o título da matéria, lê-la e aplicá-la uma nota baseada em alguns parâmetros — preencher isso tudo em uma tabela. Fazer isso com três ou quatro, vá lá, mas com mais de duas mil matérias tomaria um tempo que ninguém tem. Há um ano, eu teria que abrir mão dessa análise simplesmente por não saber como dizer para o computador que ele, e não eu, deveria realizar essas tarefas. Tirando a parte de ler a matéria e aplicar uma nota, o restante ele faria em alguns minutos. Mas por que estou falando disso? Continue…

USP lança primeiro "massive online open course" da América Latina

No dia 12 de junho, a Universidade de São Paulo, junto com o Veduca, lança o primeiro MOOC (Massive Online Open Course) da América Latina… assinado por uma universidade pública. A bem da verdade vários MOOCs já rolaram por aqui, um exemplo é o curso de jornalismo de dados do Knight Center for Journalists da América Latina. Existem outros que poderiam se encaixar na descrição de “Curso Massivo Aberto e Online”, mas normalmente a sigla está atrelada a instituições de ensino superior, há emissão de certificado de honra, são gratuitos, estruturados, têm acompanhamento em tempo real e início, meio e fim. Enfim, existem “turmas”.
Os cursos oferecidos pela USP serão Física Mecânica Básica e Probabilidade e Estatística. Com isso, a USP entra para a lista de universidades ao redor do mundo que estão apostando no experimento de ensinar milhares de alunos ao mesmo tempo. Há um ano, por exemplo, Harvard e MIT fundaram o edX. Desde então, várias outras se uniram à plataforma. Outros bons exemplo são o Coursera e o Udacity, ambos encubados em Stanford. Todos, contudo, oferecem cursos em inglês.
Não será a mesma coisa do que estudar na USP, como não é estudar no MIT quem fez um curso do eDX. Mas se a instituição seguir o exemplo lá de fora, a experiência será de altíssima qualidade.

Leonard Mlodinow, físico, escritor e sobrevivente do 11 de setembro

A queda do World Trade Center no dia 11 de setembro de 2001 completa 10 anos. Uma marca permanente na história, principalmente para aqueles que sobreviveram para contar o que aconteceu. No terraço de um luxuoso hotel na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, o físico americano Leonard Mlodinow observava o pôr do Sol que desenhava a paisagem urbana da cidade carioca. Não só ele, vários outros turistas estrangeiros faziam o mesmo em uma piscina a poucos metros de onde o escritor conversou comigo, durante a tarde de quinta-feira.
Ao longe, um avião passava silencioso. Interrompendo bruscamente uma resposta que dava, o escritor questionou, apreensivo: “Está vendo aquele avião? Ele não estaria muito inclinado?”. O que há poucos instantes era um momento relaxante se transformou em uma repentina explosão de lembranças do 11 de setembro. Um único avião, a milhares de metros de distância, um minúsculo detalhe no céu, foi capaz de tirar a concentração do físico e trazer o atentado terrorista à tona. Continue…