Satélite brasileiro CBERS-3: nem tão fracassado assim

CBERS-3

O satélite CBERS-3 ia nos ajudar, dentre outras coisas, a monitorar a Amazônia de forma autônoma


Então, tá todo mundo zoando de montão o fracasso do lançamento do satélite brasileiro, o CBERS. Esse satélite ia ajudar pra caramba a monitorar a região amazônica. Hoje, dependemos da boa vontade dos EUA para fazer isso. Pode? Estão dizendo que “made in china” dá nisso, que investimos mal em um produto “ching ling”, que o Brasil deveria firmar parcerias com países mais consagrados na corrida espacial etc etc. Erm… mais ou menos. Duas coisas. Continue…

Uma reflexão sobre o plebiscito de Dilma

Pensando melhor sobre o plebiscito que a Dilma anunciou ontem de tarde, lendo, ouvindo e vendo vários comentários de juristas, deputados e pitaqueiros de plantão, os caminhos que poderiam apontar para uma suposta reforma política, na verdade, desenham um cenário que merece a mais profunda reflexão. Longe de cometer o mesmo erro que cometi durante a tarde e nesse post de sábado, o de me juntar apaixonadamente ao coro que apoiou o anúncio da Dilma, convido a todos para pensarem sobre a questão com muitíssima cautela.
Primeiro, vamos aos fatos. A presidente não fez, a rigor, nenhuma proposta concreta ao povo brasileiro. Ela disse exatamente o seguinte sobre o plebiscito:
“Quero, nesse momento, propor o debate sobre a convocação de um plebiscito popular que autorize o funcionamento de um processo constituinte específico para fazer a reforma política que o país tanto necessita.”
Seria bom ler a frase pausadamente, palavra por palavra. Uma ajudinha:
Quero. Propor. Debate. Sobre a convocação. Plebiscito.
A presidente, na verdade, e desculpem a redundância, quer propor o debate sobre a convocação de um plebiscito popular. Esse plebiscito, se assim o povo decidir, autoriza o funcionamento de um processo constituinte específico. Essa Constituinte faria, supostamente, a reforma política que o país tanto necessita. Continue…

Não se iluda, Constituinte também terá Felicianos

A cada quatro anos nós vamos às urnas votar em deputados federais e senadores. Chegamos lá, apertamos uns numerozinhos, aparece a foto do camarada, e pressionamos o verde. Quem é aquele cidadão? Um político. Ok. Mas o povo está insatisfeito, não se sente representado, e alguém resolve convocar uma constituinte exclusiva para a reforma política. Ou “propor o debate sobre a convocação de um plebiscito popular que autorize o funcionamento de um processo constituinte específico para fazer a reforma política”.
A suposição é que os constituintes não estarão contaminados pelo risco de perder o mandato e enfim poderão fazer a tão sonhada reforma que o Brasil precisa. E quem serão os constituintes? “Gente da sociedade civil”, diz a resposta mais batida. E que raios são os políticos? “Gente da sociedade militar”? Ou são empresários, médicos, professores, sindicalistas, servidores, pastores e outros cidadãos que optaram por disputar uma eleição? Continue…

Data journalism como defensor da democracia

“Saiam às ruas e façam uma revolução se for preciso”, disse Tim Berners-Lee. O pai da World Wide Web não estava brincando. No bate-papo desta terça-feira no palco principal da quarta edição da Campus Party Brasil, o engenheiro britânico trocou ideias com o ex-vice-presidente americano e vencedor do Nobel da paz de 2007, Al Gore, sobre como manter a web e a internet abertas e gratuitas para o fortalecimento do data journalism e como ele pode servir de ferramenta para salvar o mundo da tirania, do limite à liberdade individual e das mudanças climáticas causadas pelo homem. O debate foi mediado por Ben Hammersley, editor senior da Wired, presidente da Campus Party USA e alguém que voltaremos a falar sobre na próxima sexta-feira (21) segunda (24). Continue…