Ferramenta organiza e visualiza dados da educação básica brasileira

Ontem conheci uma ferramenta muito interessante, lançada em agosto de 2012, chamada Qedu. Parceria entre a fundação lemann e a Mettric, é um excelente exemplo de como o governo deveria fazer visualização de dados.

A escola onde estudei até a sexta série vai até muito bem em relação ao resto do Brasil

A escola onde estudei até a sexta série vai muito bem em relação ao resto do Brasil


O Qedu organiza dados da Prova Brasil e do Censo Escolar de todo o país. Com interface incrivelmente amigável, qualquer um consegue fazer análises gerais da educação brasileira, quanto mergulhar profundamente até sabe como vai a escolinha que fica nos cafundós da rembimboca da parafuseta. O site é tão complexo, e ao mesmo tempo tão simples de mexer, que chega a ser ridículo. É também o paraíso dos viciados em dados, que podem exportar tudo para csv, xls, pdf, fazer comparações entre estados, cidades, regiões geográficas e exibir tudo em quadros ou mapas.
Seria o Qedu um modelo a ser replicado para outros setores (segurança pública, desenvolvimento social, saúde…)?
 

Um gostinho da visualização de dados no Brasil: bons exemplos que devemos seguir

O blog Visualising data fez um apelo recentemente aos quatro cantos do mundo. Eles queriam ouvir histórias interessantes sobre projetos de visualização de dados acontecendo em qualquer parte do globo. A série de posts foi aberta por Alberto Cairo, diretor de infografia e multimídia da revista Época. Alberto dispensa apresentações, mas vou apresentá-lo assim mesmo.
Alberto Cairo é um profissional extremamente ativo na área de notícias interativas. É uma espécie de Aron Pilhofer da revista/site Época, apesar de ter mais destaque na área de design do que em jornalismo, como é o caso do Aron. Já foi chefe do setor de infografia do site do El Mundo, já deu aula na Universidade da Carolina do Norte (para jornalistas), já ganhou diversos prêmios internacionais com infográficos, já escreveu um livro sobre infografia na imprensa (que a propósito, está na minha cabeceira) e está escrevendo outros. As credenciais continuam, mas já deu para perceber que ele é uma autoridade para qualquer um que estude data journalism, visualização de dados e notícias interativas. Continue…

Processing: visualização de dados inteligente para os (nem tão) leigos

Semana passada, além de ter conversado com a filósofa Rebecca Goldstein sobre o meio termo entre ateísmo e religião, participei de um workshop muito interessante na Editora Abril sobre Processing e visualização de dados. O minicurso foi dado pelo Gabriel Gianordoli, ex-designer da revista Superinteressante, hoje responsável pela editoria de arte da revista Época Negócios.
O Processing é uma linguagem de programação que se manifesta em um programinha muito poderoso. O aplicativo em si é parecido com um bloco de notas mais estribado que funciona como se fosse um Illustrator/InDesign/Wings3D programável. Começou a ser desenvolvido em 2001 no MIT por  Casey Reas e Benjamin Fry para ser uma ferramenta de visualização de dados robusta feita para pessoas que nunca programaram. Em cima do Java, criaram uma sintaxe orientada a objeto mais simples, capaz de gerar gráficos estáticos ou animados e até soluções interativas tridimensionais.
O Gianordoli fez vários infográficos para a revista Superinteressante utilizando o programa e vários designers no mundo inteiro têm explorado a ferramenta de maneira promíscua. Não que isso seja ruim. O exemplo mais emblemático do que se pode fazer com Processing é um projeto do jornal The New York Times bem firulado chamado Cascade. Confira no vídeo abaixo, ele é autoexplicativo. Continue…