Um gostinho da visualização de dados no Brasil: bons exemplos que devemos seguir

O blog Visualising data fez um apelo recentemente aos quatro cantos do mundo. Eles queriam ouvir histórias interessantes sobre projetos de visualização de dados acontecendo em qualquer parte do globo. A série de posts foi aberta por Alberto Cairo, diretor de infografia e multimídia da revista Época. Alberto dispensa apresentações, mas vou apresentá-lo assim mesmo.
Alberto Cairo é um profissional extremamente ativo na área de notícias interativas. É uma espécie de Aron Pilhofer da revista/site Época, apesar de ter mais destaque na área de design do que em jornalismo, como é o caso do Aron. Já foi chefe do setor de infografia do site do El Mundo, já deu aula na Universidade da Carolina do Norte (para jornalistas), já ganhou diversos prêmios internacionais com infográficos, já escreveu um livro sobre infografia na imprensa (que a propósito, está na minha cabeceira) e está escrevendo outros. As credenciais continuam, mas já deu para perceber que ele é uma autoridade para qualquer um que estude data journalism, visualização de dados e notícias interativas.
Cairo fez um apanhado de diversos projetos feitos na revista Época e mencinou alguns do Estadão e da Folha. Um dos mais interessantes fala sobre a relação da gastação de dinheiro em uma campanha eleitoral e a eleição do canditado.
A ferramenta mostra que praticamete todos os candidatos que se elegeram gastaram muito dinheiro durante a campanha. É possível categorizar por partido, por votos, por dinheiro gasto e muito mais. Quem quiser ainda pode baixar os dados em arquivo do Excel para brincar com eles.
Outro projeto muito interessante mostrou a evolução do PIB brasileiro e a desigualdade social durante a administração de cada um dos presidentes que governaram o país a partir de 1981. O infográfico mostra porque a década de 1980 foi chamada “a década perdida”: o PIB cresceu quase nada e a desigualdade atingiu o valor máximo.
São poucas, mas poderosas amostras que mostram grandes talentos brasileiros na área de visualização de dados. São os bons exemplos que devemos seguir.